O OOH em São Paulo voltou ao centro das discussões do mercado de mídia, impulsionado por novas oportunidades e pela evolução do cenário urbano. E não é por acaso.
A cidade concentra 60% de toda a praça de mídia do país, tem uma população urbana altamente conectada e vive um momento de transição regulatória que pode redesenhar completamente o ecossistema publicitário das ruas.
No primeiro episódio do Mediatique Talks, nosso podcast sobre mídia, tecnologia e estratégia, recebemos Ronan Cezar, CEO da Woooh, especialista com oito anos de atuação no mercado de programática e Out-of-Home.
Ronan traz uma visão analítica e estratégica sobre um canal que ainda está engatinhando na sua transformação digital.
Neste artigo, reunimos os principais pontos dessa conversa.
A Lei Cidade Limpa e o que pode mudar
Para entender o momento atual, é preciso voltar um pouco no tempo. Em 2006, São Paulo aprovou a Lei Cidade Limpa, considerada uma das legislações mais restritivas do mundo em relação à publicidade exterior. A lei proibiu outdoors, painéis e anúncios visuais em vias públicas, com o objetivo de reduzir a poluição visual na cidade.
O resultado foi uma capital visualmente mais limpa, mas também um mercado de OOH severamente limitado em comparação a outras metrópoles globais. Agora, quase duas décadas depois, a lei está sendo revisitada.
A possível flexibilização abre espaço para formatos digitais e mais sofisticados nas ruas de São Paulo, o que coloca a cidade diante de uma oportunidade histórica: se tornar uma referência em mídia urbana digital, assim como Nova York, Londres e Tóquio.
OOH não é só digitalizar telas
Um dos pontos mais importantes da conversa com Ronan é justamente desmistificar o que significa a evolução do Out-of-Home. Muita gente ainda interpreta o DOOH (Digital Out-of-Home) como simplesmente trocar um painel estático por uma tela LED. Mas o conceito vai muito além disso.
Como o próprio Ronan destaca: “OOH não é só mídia, é um meio de interação com a sua audiência, pois está presente no dia a dia das pessoas.”
Essa perspectiva muda tudo. Um painel inteligente pode reagir ao clima, ao horário, ao perfil do público que circula naquele ponto. Com programática aplicada ao OOH, é possível segmentar, mensurar e otimizar campanhas com a mesma lógica do digital, mas com a força de impacto do mundo físico.
Um mercado novo, com muito espaço para crescer
Apesar do potencial, Ronan reforça que o segmento ainda é jovem. O OOH foi um dos últimos canais a passar pelo processo de digitalização, e grande parte do mercado ainda está aprendendo a explorar suas possibilidades.
Um exemplo dessa transformação está nas bancas de jornal. No Rio de Janeiro, o formato de telas em bancas já é uma realidade consolidada. Em São Paulo, existe uma oportunidade de reavivar esse ponto de contato urbano, gerando valor tanto para o anunciante quanto para a cidade.
Outro mito que vale quebrar é o de que campanhas de OOH são exclusividade de grandes orçamentos. É possível iniciar com investimentos menores, com alcance e resultados proporcionais, mas com toda a inteligência de segmentação que a tecnologia permite.
São Paulo no centro do mapa
Com a flexibilização da Lei Cidade Limpa vindo por aí e a evolução acelerada das plataformas de DOOH e mídia programática, São Paulo tem tudo para se consolidar como a maior e mais sofisticada praça de mídia exterior da América Latina.
A pergunta não é mais se isso vai acontecer, mas quais marcas e agências vão estar preparadas para aproveitar esse momento.
A Mediatique já está. Com estratégias de mídia 360º, portfólio de soluções premium e tecnologia de dados aplicada a cada etapa do funil, unimos o melhor do digital ao poder do OOH para construir campanhas que impactam o consumidor em todos os pontos da sua jornada, das telas do mobile às ruas.
Quer aprofundar essa conversa? Ouça o primeiro episódio do Mediatique Talks e acompanhe a análise completa com Ronan Cezar sobre o futuro do OOH no Brasil.